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Porcentagem da consignação no brechó: como definir o repasse

Quando alguém deixa peças em consignação, a primeira pergunta é “quanto eu fico?”. A resposta é o percentual de repasse: a parte do valor de venda que volta para a consignante. Não existe um número obrigatório. Acordos como metade para cada lado são comuns, mas o percentual certo é o que cobre os custos do seu brechó e ainda faz sentido para quem traz as peças. Este artigo mostra o que considerar e como deixar o combinado claro.

O que o seu lado do percentual precisa pagar

A parte que fica com o brechó não é lucro: é ela que paga o trabalho de receber, avaliar, higienizar, fotografar, etiquetar, expor e vender a peça. Antes de decidir o percentual, some o que o brechó gasta por mês e veja quanto precisa sobrar de cada venda:

Se o percentual do brechó não cobre essa conta no volume de vendas que você tem, nenhuma quantidade de peças resolve.

Um percentual para todas ou um por consignante?

Um percentual único é mais simples de explicar. Mas há bons motivos para variar:

Se variar, anote o percentual em cada peça no momento da entrada. Assim, se o acordo mudar no meio do caminho, as peças antigas seguem a regra antiga e ninguém discute.

No Trocabem, cada venda já guarda o percentual da consignante e o fechamento do mês sai em 1 clique, com o extrato pronto para mandar.

Como o desconto entra na conta

Desconto é o ponto que mais gera dúvida. Há dois jeitos comuns de combinar:

AcordoComo funcionaExemplo (peça de R$ 100, vendida por R$ 80, repasse de 50%)
Repasse sobre o valor vendidoO desconto divide entre as duas partes.Consignante recebe R$ 40,00
Repasse sobre o preço combinadoO brechó assume o desconto.Consignante recebe R$ 50,00

O primeiro é o mais usado porque o brechó não paga do próprio bolso uma liquidação. Seja qual for o escolhido, escreva no combinado e no extrato apareça sempre o valor real da venda.

Prazo: o que acontece quando a peça não vende

O percentual vem junto com o prazo. Combine quanto tempo a peça fica exposta (por exemplo, 60 dias) e o que acontece depois: baixar o preço, renovar o prazo ou devolver. Sem prazo, a arara enche de peças que não giram e a consignante não sabe se a peça dela ainda está lá.

Como deixar o combinado claro

Um combinado curto, por escrito, evita a maior parte das conversas difíceis. Ele costuma ter:

  1. o percentual de repasse (e se ele varia por tipo de peça);
  2. se o repasse é sobre o valor vendido ou sobre o preço combinado;
  3. o prazo de exposição e o que acontece depois dele;
  4. quando é o fechamento (por exemplo, todo dia 5, com as vendas do mês anterior) e como o pagamento é feito;
  5. como a consignante acompanha: extrato a cada fechamento.

Para dúvidas sobre contrato e impostos da sua operação, converse com o seu contador. O que este guia cobre é a parte prática: a conta e a clareza.

Extrato: o percentual na prática

O percentual só gera confiança se a consignante consegue conferir. Mostre no extrato, peça por peça, o valor da venda, o percentual e o repasse. Quando a conta é visível, a conversa muda de “será que está certo?” para “quando vem o próximo?”.

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Perguntas rápidas

Existe um percentual padrão de consignação?

Não há regra. O percentual certo é o que cobre os custos do brechó e faz sentido para quem traz as peças. Acordos como metade para cada lado são comuns, mas variam.

Posso ter percentuais diferentes por consignante?

Pode. Anote o percentual em cada peça no momento da entrada, para que mudanças de acordo valham só para as peças novas.

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